Conheça a História da Criação do Linux

 

Linux – 1991 (por pouco não foi chamado Freax), veja como ele foi criado: ...

Linus B. Torvalds (Finlândia, 1969) começou a aprender informática ainda criança com o Commodore Vic-20 que seu avô materno comprou nos anos 1970. 


Ele tinha apenas 10 anos quando se chateou com a pouca quantidade de programas disponíveis, e começou a escrever os seus próprios. 


Inicialmente ele usava a linguagem BASIC, mas logo ela se tornou insuficiente e ele começou a usar o Assembly.


Pode-se dizer que como adolescente ele foi um típico “nerd”. Seus interesses principais durante o ensino médio eram a matemática e a programação. 


Seus pais tentavam sem sucesso fazê-lo se interessar por esportes, festas e garotas. De fato, ele só se casou anos mais tarde com uma mulher o convidou para sair depois de assistir a uma de suas palestras.


Em 1988 ele iniciou o curso de Ciência da Computação na Universidade de Helsinki e embora já fosse um exímio programador, foi ali que ele aprendeu a linguagem C, que usaria depois para escrever o kernel do Linux.


Em 1991 ele comprou um clone de PC com processador 386, 4 MB de memória e sistema operacional MS-DOS. Mas ficou muito frustrado porque percebeu que o DOS, feito para o 8088 praticamente não explorava nenhuma das características poderosas do novo processador. 


Assim ele decidiu que iria usar UNIX ao invés do DOS no seu PC. O problema era encontrar uma licença de UNIX por menos de 5000 dólares.


Ele acabou comprando um clone do UNIX bem mais barato chamado MINIX, que foi desenvolvido pelo professor Andrew Tanenbaum (Estados Unidos, 1944) como uma ferramenta para ensinar UNIX aos alunos da universidade. 


Mas esse sistema, além do fato de não ser gratuito, ainda tinha desvantagens: ele não era tão eficiente quanto UNIX e parte do seu código fonte não era aberto.


Linus queria usar seu PC em casa como um terminal do computador da universidade, que rodava Unix. Mas o MINIX também não permitia isso. 


Ele decidiu então criar seu próprio programa de emulação de terminal independente do MINIX usando o compilador C do projeto GNU.


Ele rapidamente construiu seu emulador de terminal e logo se motivou a adicionar outras potencialidades como por exemplo, a possibilidade de salvar e transferir arquivos. 


Assim ia nascendo um novo sistema operacional, inspirado no UNIX, mas livre e independente, e que viria a se chamar Linux.


Mas não pense que Linus era narcisista. Ele na verdade batizou seu sistema como Freax, uma combinação de “free”  e o “x” de UNIX. 


Mas quando ele disponibilizou o arquivo com este nome no servidor de FPT da FUNET, seu amigo Ari Lemmke, um dos administradores do servidor de FTP achou que o nome ia pegar mal porque soava como “Freaks” (aberrações) e (felizmente) renomeou o arquivo como “Linux”: o UNIX de Linus. 


Mais tarde Linus concordou com o nome, que já tinha “pegado”.


Em agosto de 1991, Linus anunciou o novo sistema em um grupo de notícias USENET de usuários de MINIX. Desde o primeiro momento, o código seria livre e gratuito. 


Tanenbaum escreveu no ano seguinte algumas críticas ao Linux, que foram rebatidas por Linus imediatamente. 


Desde então o Linux tem crescido sem parar tanto em características e aplicativos, quanto em número de usuários ao redor do mundo. 


Seu logo é composto por Tux, um pinguim gordinho sentado e aparentando estar bem satisfeito.

 

Em 1997 Linus foi trabalhar na Califórnia em uma empresa que desenvolvia processadores com baixo consumo de energia. 


Em 2003 ele deixa a empresa para trabalhar exclusivamente para o OSDL (Open Source Development Labs), um consórcio formado por empresas como IBM, HP, Intel, AMD, RedHat e Novell para promover o desenvolvimento do Linux. 


A OSDL fundiu-se com a Free Standards Group em 2007 para se tornar a Fundação Linux.


Atualmente Linux é pouco usado em computadores pessoais, com apenas 1,5% do mercado (dados de 2016), mas é o grande preferido quando se trata de servidores de Web, onde ele está instalado em nada menos do que 96,55% das máquinas. 


O sistema operacional Android, bastante usado em smartphones (79,3% do mercado) foi construído com base no kernel do Linux e o Chrome OS também.


Leia mais em: Wazlawick, R. S. História da Computação, Elsevier, 2016, pp. 437-439.

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